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sábado, 25 de março de 2017

Texto tecido em retalhos


É preciso coragem para sentar na frente de uma página em branco do Word e tentar escrever o que não se sabe e não se tem ideia...dias vão, dias vem tudo na mesma...até que você começa a ler umas coisas, outras, reler seus próprios textos e algumas ideias vão surgindo, mas nada concreto...
De repente,  tem-se a iluminação  e o texto vai se tecendo como uma colcha de retalhos, eis que surge o texto.


É preciso coragem para fazer o que não se sabe e mesmo assim escolher caminhar e no caminho descobrir...

sexta-feira, 24 de março de 2017

Beijo com barulho

A pequena de três anos recebeu um beijo meu na bochecha, sorriu, olhou-me e depois de muito pensar com um belo sorriso perguntou:
-Ô prô você sabe dar beijo com barulho?!
Aquela simples pergunta me fez pensar: será que eu sei? Adultos se acostumam a discretamente demonstrarem afeto enquanto crianças o demonstram com "barulho".

sábado, 11 de março de 2017

Formas de amar: aprendendo com crianças: 54





Em meio a dureza, aos espinhos, houve um espaço para a poesia, sedenta de doçura que outrora havia deixado espaço para a fortaleza, firmeza e rosto carrancudo, veio o renascimento. Há duas formas da poesia ressurgir: com amores doces que te fazem sentir a pessoa humana mais importante e com crianças que com seu jeitinho vão alargando os  corações.
Dessa vez, o coração não estava querendo ser alargado, o amor não estava doce, mas havia pequenos de três anos que a olhavam como  quem olha para a pessoa mais importante daquele espaço, como uma segunda mãe, era assim que a olhavam. Após um mês, os choros cessaram, o pedido pela mãe diminuiu e ficou bem bem bem distante...Onde ela estava eles estavam, não precisava chamar, ao brincar se rodeavam em volta dela, era só ela sentar que vinham em volta onde quer que estivessem, em meio ao escorregador, gangorras e rodinhas eles preferiram ficar em volta dela em outro espaço que não possibilitava esse brincar.


-Você não quer escorregar?
-Não Prô, eu quero ficar com você...


E assim foi indo, até que ela se derreteu o coração alargou e no sábado, em pleno sábado ela se pegou pensando neles com saudade, pensando em como é bom estar com eles  agora que não choram, que sentam em roda, que cantam, que ouvem a história, que se encantam com tudo e gostam das tintas, massinhas e demais atividades. 
Eles estão conhecendo o mundo e ela está encantada com eles conhecendo, ela está empolgada, em meio a tudo isso, em meio a dureza, a firmeza, eles com aqueles sorrisos, com aquelas falas meio errada, com aquelas vozes lindinhas, com aquele pedido de ajuda em muitas ações, com aquelas belezas singulares, adentraram um coração e mudaram a professora, lembrando que nessa profissão ela não consegue deixar de amar e deixar de aprender com as crianças como fazer isso.
.... Agora ela está em pleno fim de semana pensando em cada um deles....


O afeto afeta o desafeto desafeta!


Chorar e rir



Viver é esse misto de rir e chorar, chorar e rir... e prosseguir!



segunda-feira, 6 de março de 2017

Fidelidade



"Me põe no meio da tempestade, pinta um 
arco-íris 
Pra me dizer no fim que a Tua fidelidade não acabou"


Ministério Zoe

quinta-feira, 2 de março de 2017

Ela é


Aline

"é transbordar de tudo, da realidade e das pessoas. de si mesmo. é sentir o mundo. é ter uma alma tão presente que dói o corpo. é saber exatamente quando se isolar em busca de calmaria. é saber que 'perdido' também é uma direção.
é ter os pés num rio, a cabeça no céu e o coração nadando por aí." João doederlein

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Formas de amar: aprendendo com crianças: 53


Trabalhar com as crianças é ter sempre uma forma de amar visível e por isso, o Formas de amar: aprendendo com as crianças, já está no número 53. O de hoje, ocorreu nessa semana, estava eu com as crianças e com um pacote de bala no armário que eles sabiam que iriam receber quando tivessem um excelente comportamento o que significava nenhuma criança com o nome da lousa. Após alguns dias, eles receberam as balas e durante isso diziam para mim:

-Obrigada.
-Deus te abençoe.

E sorriam, eu que não esperava essa forma de agradecimento, fiquei pensando em como eles estavam valorizando tudo aquilo que era tão pouco. 
Nessa turma de crianças de 8 e 9 anos, há uma menina que dificilmente desafia todos da escola, mas tem se comportado comigo e se mostrado amável, então no dia seguinte, quando eu cheguei ela estava na fila me esperando, saiu do seu lugar veio até mim e com uma florzinha branca me entregou sorrindo. Naquele momento, eu entendi que gentilmente ela estava demonstrando que é possível agradecer e começar a amar após uma entrega doce de um doce!




"Gentileza gera gentileza"